
Dados do Anuário do Transporte Aéreo de 2025 colocam Roraima no topo do ranking nacional de preços das passagens. Enquanto a tarifa média no Brasil é de R$ 648 por trecho, no estado esse valor salta para R$ 1.401,05 — mais que o dobro da média nacional. Os números acenderam um alerta no Senado e motivaram a senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR) a cobrar providências concretas do Ministério de Portos e Aeroportos.
A parlamentar apresentou um requerimento de informações à pasta para entender as razões por trás dos valores elevados e saber quais medidas estão sendo planejadas para reverter esse quadro. Entre as demandas estão a ampliação da oferta de voos, o estímulo à concorrência entre as companhias aéreas e os investimentos na infraestrutura aeroportuária local. O objetivo é transformar explicações em ações efetivas.
Em pronunciamento no Senado, Roberta Acioly destacou que os números divulgados representam uma média — na prática, muitas famílias desembolsam entre R$ 4 mil e R$ 5 mil em uma viagem de ida e volta. “Não estamos falando apenas de números, mas de pessoas que precisam viajar para cuidar da saúde, estudar, trabalhar ou reencontrar suas famílias”, afirmou. O alto custo, segundo ela, compromete o orçamento doméstico e afeta diretamente o acesso a serviços essenciais.
Para a senadora, a localização geográfica de Roraima não pode servir como única justificativa para tarifas abusivas. Ela ressaltou que, diante da falta de alternativas terrestres ou fluviais viáveis, o avião se tornou a principal via de conexão do estado com o restante do país. “Estamos diante de um problema de integração nacional e de desigualdade regional”, pontuou, alertando que os preços elevados afastam investimentos e limitam o desenvolvimento local.
A cobrança da parlamentar também ecoa um sentimento mais amplo da população roraimense, que vê no transporte aéreo uma necessidade e não um luxo. A expectativa é que o governo federal apresente um planejamento claro e assuma compromissos que reconheçam as particularidades da região Norte. Enquanto isso, a senadora segue pressionando por respostas — e por resultados que tornem o céu de Roraima mais acessível a todos.
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