
O Governo de Roraima substituiu a Seri (Secretaria Extraordinária de Relações
Institucionais) pela Sefic (Secretaria de Estado Extraordinária da Família, Primeira Infância
e Comunidade), dando posse à primeira secretária da pasta, a pastora Hildete
Albuquerque, e da adjunta, a professora Neila Carvalho.
A alteração foi formalizada pelo Decreto nº 40.987-E e preserva a estrutura organizacional,
os cargos, contratos e recursos orçamentários já existentes na Seri, sem criação de nova
estrutura administrativa ou de despesas obrigatórias de caráter continuado.

A Sefic terá vigência até o prazo anteriormente estabelecido para a Secretaria substituída,
com possibilidade de prorrogação mediante aprovação da Assembleia Legislativa.
A nova denominação e as atribuições passam a priorizar a articulação, coordenação e
fomento de políticas públicas voltadas ao fortalecimento das famílias, à primeira infância e
ao desenvolvimento humano. Durante a apresentação da nova gestão, o governador
destacou a experiência da titular em ações sociais.
“A Hildete é uma mulher valente, aguerrida, preparadíssima e tem um trabalho social muito
forte no meio evangelico e fora dele, sempre preocupada com a família roraimense. O
trabalho dela e da equipe é fazer uma maior aproximação entre o Governo e as famílias de
Roraima”, afirmou.
A secretária ressaltou que a atuação da Pasta será direcionada à prevenção e ao
fortalecimento de vínculos familiares, em articulação com outros órgãos e instituições
religiosas, por exemplo.
“O desafio será grande e intenso, mas chegamos com muito amor, com fé e coragem. Esta
é uma secretaria que tem relação direta com a minha trajetória profissional e que
trabalhará o fortalecimento dos vínculos humanos, com atuação preventiva, para que o
poder público não atue apenas quando os problemas já estão instalados, mas na
prevenção”, declarou.
Hildete de Souza Albuquerque é pastora, possui experiência nas áreas de gestão,
comunicação institucional, desenvolvimento humano e cerimonial público. Ao longo da
carreira, atuou nos Poderes Executivo, Judiciário e Municipal, além de atividades de
assessoria política, gestão e organização de eventos institucionais. Também desenvolve
trabalhos como palestrante, treinadora, psicoterapeuta e mentora de famílias.
Atuação intersetorial
A Sefic terá caráter estratégico, transversal e intersetorial, sem executar diretamente
serviços socioassistenciais, que permanecem sob responsabilidade da Setrabes
(Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social).
Entre as atribuições previstas estão a articulação da Política Estadual de Fortalecimento da
Família, o incentivo a programas de orientação familiar e educação parental, ações
preventivas de proteção social e iniciativas voltadas às gestantes e à primeira infância.
A Secretaria também deverá promover campanhas educativas, pesquisas e indicadores
sobre fortalecimento familiar; articular ações de prevenção e enfrentamento da
dependência química com foco na reinserção familiar; apoiar famílias da zona rural e comunidades do interior; estimular a convivência entre gerações e a valorização da pessoa
idosa; e promover a qualificação de servidores públicos nas áreas de desenvolvimento
humano e vínculos familiares.
O órgão deverá ainda estabelecer parcerias com organizações da sociedade civil, incluindo
as igrejas, e atuar de forma integrada com os municípios e com áreas como saúde,
educação, assistência social, segurança pública e justiça.
Plano estadual
Entre os principais eixos de trabalho está a elaboração do Plano Estadual de
Fortalecimento da Família para o período de 2026 a 2036. O documento deverá reunir
diretrizes, objetivos e metas para a próxima década, com foco na ampliação de ações
preventivas e no fortalecimento dos vínculos familiares.
A proposta está organizada em cinco pilares: Família Forte, voltado à valorização dos
vínculos e da identidade familiar; Parentalidade Responsável, para qualificação de pais e
cuidadores; Desenvolvimento Humano Integral, com ações relacionadas à saúde
emocional, educação, valores e projeto de vida; Proteção Social Preventiva; e Articulação
Intersetorial.
O plano também prevê acompanhamento por indicadores e metas de longo prazo, além da
participação do Conselho Consultivo da Família como espaço de diálogo e integração
entre setores.
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