
A PCRR (Polícia Civil de Roraima) iniciou nessa segunda-feira (24) a mobilização nacional
para coleta de material genético de familiares de pessoas desaparecidas. A ação segue
até sexta-feira, 28, e busca ampliar as possibilidades de identificação e localização por
meio do cruzamento de perfis genéticos.
Em Roraima, a iniciativa já resultou na coleta de DNA de familiares de uma jovem que,
segundo os indícios levantados, seria do Estado e morreu em um acidente em Rondônia.
O material foi encaminhado para auxiliar no processo de identificação naquele Estado.
A mobilização é realizada pelo ICPDA (Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida) e
conta com dois pontos de coleta em Roraima. Em Boa Vista, o atendimento ocorre na
unidade, localizada na Rua José Pinheiro, bairro Liberdade, ao lado do IML (Instituto de
Medicina Legal). No Sul do Estado, as coletas são realizadas no Núcleo de Perícias
Forenses, em Rorainópolis.
A diretora do Instituto de Criminalística, perita criminal Érica Veras, explica que a
mobilização representa um chamamento aos familiares de pessoas desaparecidas.
“É um chamamento a todos os familiares que têm entes queridos desaparecidos para
doarem seus materiais genéticos. A coleta é indolor, gratuita e muito rápida. O DNA é uma
ferramenta que pode ajudar a localizar o seu parente desaparecido”, destacou.
Para participar, o familiar deve procurar a delegacia da PCRR mais próxima, registrar o
Boletim de Ocorrência sobre o desaparecimento e, posteriormente, será encaminhado para
um dos pontos de coleta.
Podem fornecer material genético familiares consanguíneos de primeiro grau da pessoa
desaparecida, como pai, mãe, filhos e irmãos biológicos de pai e mãe.
Atuação integrada
Érica Veras explica que o procedimento também pode ser realizado quando a pessoa
desaparecida está sendo procurada ou identificada em outro Estado. Nesses casos,
familiares que residem em Roraima podem fornecer o material, que será organizado e
encaminhado às unidades responsáveis pela investigação e identificação no local onde a
pessoa foi localizada ou onde houver registro de uma pessoa não identificada.
Um exemplo prático desse trabalho ocorreu com uma jovem envolvida em um acidente
com morte em Rondônia. Diante dos indícios de que ela seria de Roraima, o IML realizou a
coleta do material genético de familiares no Estado e o encaminhou ao órgão responsável
em Rondônia para auxiliar no processo de identificação.
O material coletado é destinado ao laboratório de genética forense do ICPDA, responsável
pela elaboração dos perfis genéticos utilizados nas comparações necessárias aos
processos de identificação.
Segundo Érica Veras, a possibilidade de realizar o procedimento no Estado onde os
familiares residem facilita o trabalho das equipes e amplia a atuação integrada entre os
órgãos de perícia e investigação de diferentes unidades da Federação.
“Mesmo que o familiar esteja em uma cidade diferente ou que a pessoa desaparecida
esteja em outro estado, a coleta pode ser feita aqui. Esse material pode ser encaminhado
para ajudar na identificação e localização do ente querido”, reforçou.
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