

Jaqueline Pontes
Para garantir maior segurança sanitária, prevenindo doenças que afetam tanto
bovinos quanto a saúde humana, a Prefeitura de Boa Vista tem apoiado a vacinação
de rebanhos contra a brucelose nas 17 comunidades indígenas do município. A
imunização é obrigatória e a compra, manuseio e administração do imunobiológico é
autorizada apenas para veterinários ou técnicos capacitados.
Com a disponibilização de assistência técnica e logística necessária, a prefeitura
colabora diretamente com os produtores na aplicação da vacina, contribuindo para a
melhoria da qualidade do rebanho, o aumento da produtividade e o fortalecimento
do setor. O secretário de Agricultura e Assuntos Indígenas, Cezar Riva, afirmou que
essa ação reforça o compromisso da prefeitura com as comunidades indígenas.

“A vacina contra a brucelose é essencial para manter a saúde dos rebanhos e
proteger a população, pois a imunização contribui para o controle sanitário nas
propriedades, fortalecendo a segurança alimentar e garantindo qualidade na
produção. Nosso trabalho é levar assistência técnica e segurança sanitária a todos os
produtores, valorizando quem vive e trabalha nas comunidades indígenas. A
vacinação das bezerras (entre 3 e 8 meses) é a principal forma de prevenção e
controle da doença, que não tem cura, exigindo o sacrifício do animal positivo”, disse.
Rebanho protegido
Zoonose que ataca os órgãos reprodutores dos animais, a brucelose causa abortos,
além de representar riscos à saúde humana. A estimativa é que cerca de 250 doses
do imunizante sejam aplicadas no período de imunização. Tuxaua da Comunidade
Campo Alegre, Marister da Silva, afirma que, ao destinar um profissional para
atender as comunidades, a prefeitura reduz custos operacionais dos produtores.
“Esse apoio na vacinação é muito importante para nós, porque sairia muito caro para
um veterinário vir até aqui e vacinar o nosso rebanho. A prefeitura contribui
diariamente com as comunidades, tanto na pecuária quanto na agricultura. Hoje, os técnicos estão aqui e já garantiram a vacinação, deixando tudo de acordo com as exigências da lei. Agora, a saúde dos animais está garantida”, contou.
O vaqueiro da Comunidade Ilha, Gleisson do Vale, também aprovou o trabalho da
prefeitura, que antes já fazia a imunização dos rebanhos nas comunidades indígenas
contra a febre aftosa, contribuindo para a aquisição do status de livre da doença sem
vacinação. Agora, com essa ação de combate à brucelose, é garantia de maiior
segurança sanitária e alimentar.
“A prefeitura sempre está fazendo esse acompanhamento com a saúde animal,
desde a campanha da aftosa, vermifugação e brucelose, que é um cuidado que tem
que precisamos ter com nossos animais. Com esse apoio dentro das comunidades,
cumprimos obrigatoriedade regional e nacional para conter essas doenças. Então, a
prefeitura sempre olhou por esse lado e sempre esteve em ação”, destacou.
Uma vacina a menos
Em 2024, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) reconheceu o estado de
Roraima como livre da aftosa sem vacinação. Durante o período obrigatório da
imunização dos rebanhos, que ocorre anualmente em duas etapas, a prefeitura
prestou assistência aos criadores, somando esforços para a conquista do status. Até
então, era obrigatória a imunização para a manutenção do estado seguir livre da
doença.
Mín. 23° Máx. 32°



