
A PCRR (Polícia Civil de Roraima) encerrou, no último sábado, dia 23, o Curso Cadeia de
Custódia – Fase Externa, qualificando 80 profissionais das forças de segurança para
atuação correta na preservação, coleta e rastreabilidade de vestígios em investigações
criminais.
A etapa final contou com simulações práticas de homicídios, blitz veicular, buscas
domiciliares e ocorrências envolvendo crimes cibernéticos, reforçando procedimentos que
evitam falhas capazes de comprometer processos judiciais.

Promovida pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), vinculada ao MJSP
(Ministério da Justiça e Segurança Pública), a capacitação foi executada em Roraima pela
Sesp (Secretaria da Segurança Pública), e com apoio operacional do Nupen (Núcleo de
Pesquisa e Ensino) da PCRR.
Com carga horária de 40 horas, o curso reuniu policiais civis, policiais militares, bombeiros
militares e integrantes do MPRR (Ministério Público do Estado de Roraima). Os
participantes receberam instruções teóricas e práticas voltadas aos protocolos de
reconhecimento, isolamento, fixação, coleta, acondicionamento e preservação de vestígios
em locais de crime.
A fase prática ocorreu em cenários montados para reproduzir situações reais enfrentadas
pelas equipes policiais, incluindo homicídio sem socorro à vítima, homicídio com
atendimento prévio, abordagem veicular em blitz e cumprimento de busca domiciliar.
Segundo o perito em balística da Polícia Científica do Estado de São Paulo, Ricardo
Hirata, um dos instrutores, a etapa prática permitiu consolidar os conhecimentos.
“Sem esse conhecimento, os policiais não conseguem identificar corretamente os
procedimentos necessários para manter a cadeia de custódia. Os alunos tiveram a
oportunidade de transformar esse conhecimento em prática, enfrentando situações
semelhantes às que encontrarão no exercício da profissão”, destacou.
A capacitação também abordou a preservação de evidências digitais em investigações de
crimes cibernéticos, detalhando os procedimentos corretos para apreensão e
acondicionamento de celulares e computadores.
Para o escrivão de polícia Adenir Júnior, a inclusão do tema ampliou a relevância do
treinamento diante das novas modalidades criminosas.
“O curso superou as expectativas porque abordou a cadeia de custódia aplicada aos
crimes cibernéticos. Hoje lidamos frequentemente com a apreensão de celulares e
notebooks, e muitas vezes não temos conhecimento aprofundado sobre a forma correta de
preservar esses materiais. Esse conhecimento é fundamental para evitar falhas que
possam comprometer investigações e ações penais”, afirmou.
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