
Com visitas domiciliares, orientações e eliminação de possíveis criadouros do mosquito, a Prefeitura de Boa Vista iniciou, neste sábado, 23, o mutirão de combate ao Aedes aegypti em bairros da capital. A primeira ação ocorreu no bairro 13 de Setembro, um dos que apresentaram maior índice de infestação no primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026.

A mobilização reúne Agentes de Combate às Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que percorreram ruas do bairro fazendo vistorias, orientando moradores e reforçando a importância da prevenção contra dengue, zika e chikungunya. A ação seguirá nos próximos sábados, até o dia 20 de junho, em outros bairros da cidade.
Índice elevado acendeu alerta
O primeiro LIRAa do ano apontou índice de infestação de 6,9% em Boa Vista, considerado de alto risco para a transmissão das arboviroses. No bairro 13 de Setembro, o percentual chegou a 13%. Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde e Ambiente, Pedro Siqueira, o resultado acendeu o alerta para intensificar as ações de campo.

“O protocolo do Ministério da Saúde orienta que, diante de índices elevados, sejam promovidas ações mais intensivas nos bairros com maior risco. Por isso, estamos promovendo esse mutirão para eliminar focos do mosquito e conscientizar a população sobre a importância da prevenção”, destacou.

Ainda conforme Pedro, a estratégia de promover visitas aos sábados busca ampliar o número de imóveis acessados pelas equipes. “Muitas pessoas trabalham durante a semana e acabam não estando em casa quando os agentes passam. Aos sábados, conseguimos ampliar esse acesso e tornar a ação mais efetiva”, explicou.
Principais focos estão dentro das casas
Durante as visitas, os agentes reforçaram orientações sobre os principais locais onde o mosquito costuma se reproduzir. Entre os focos mais comuns estão recipientes com água parada, vasos de plantas, pingadeiras de centrais de ar, potes de água de animais e fossas abertas ou danificadas.

As equipes também orientaram os moradores sobre a forma correta de eliminar os ovos do mosquito, já que apenas trocar a água dos recipientes não resolve o problema.
Participação da população é essencial
Para os profissionais que atuam no combate ao mosquito, a colaboração da população é indispensável para reduzir os índices de infestação. Além de manter os quintais limpos e sem água acumulada, permitir a entrada dos agentes faz toda a diferença no trabalho, como reforçou Pedro.

“O agente de combate às endemias e o agente comunitário de saúde estarão devidamente identificados durante todas as visitas. A participação da população é fundamental nesse trabalho, porque é dentro das residências que estão os principais focos do mosquito. Quando o morador abre as portas para as equipes, ajuda diretamente no combate à dengue, zika e chikungunya e contribui para proteger toda a comunidade.”

Moradora do bairro 13 de Setembro, Francisca Pinheiro de Souza fez questão de receber a equipe em casa e elogiou a iniciativa. “Eu acho esse trabalho maravilhoso. Sempre recebo os agentes e faço questão que olhem tudo. A gente precisa fazer a nossa parte, porque não adianta apenas um morador cuidar e o outro não”, comentou.
Ela também destacou que pequenas atitudes ajudam a evitar problemas maiores. “Água acumulada traz mosquito, carapanã e várias doenças. Então, a gente precisa ter esse cuidado dentro de casa”, completou.
Ação segue nos próximos sábados
Além do bairro 13 de Setembro, o mutirão seguirá em outras regiões da cidade consideradas prioritárias pela Vigilância em Saúde.
Cronograma do mutirão
Recuperação de pendências
Nos dias 20, 27 de junho e 4 de julho, as equipes retornarão aos imóveis que estavam fechados durante as visitas anteriores. A ação ocorrerá nos bairros:
Mín. 22° Máx. 25°


