
Nesta sexta-feira, 15, o governador Soldado Sampaio participou de uma reunião com
lideranças indígenas e professores que atuam na educação indígena, com foco na
construção de um plano de ação que assegure respostas imediatas aos anseios das
comunidades e possibilite soluções definitivas a médio e longo prazo às demandas mais
complexas, a fim de promover o fortalecimento da educação indígena em Roraima.
A reunião foi solicitada pela OPIRR (Organização dos Professores Indígenas de Roraima)
e o Sinter (Sindicato dos trabalhadores da Educação), e mediada pela Secretaria de
Educação e Desporto (Seed), por meio da secretária Adjunta da Educação Escolar
Indígena, Jane Alice, secretária Adjunta de Gestão do Sistema Educacional, Geórgia
Bríglia e a equipe técnica da Seed. Participaram o coordenador da OPIRR, Esley Tenente
Taurepang, a representante da Sodiur (Sociedade de defesa dos povos indígenas e unidos
de Roraima), Irisnaide de Souza Silva, a representante da Associação Texole, Atener
Ambrósio, o presidente do Sinter, Márcio de Jesus, professores e coordenadores que
atuam nas escolas indígenas.

Segundo o governador Soldado Sampaio o encontro marcou o interesse do Governo de
aproximar a gestão das lideranças indígenas e apoiar na solução de demandas
apresentadas. Sampaio explicou que não é um processo rápido, mas é preciso começar e
encontrar uma saída para avançar na qualidade de ensino.
“Recebi as lideranças indígenas que me trouxeram várias demandas que se acumulam por
anos, incluindo reformas e ampliação das escolas, bem como melhor qualidade da
merenda escolar e contratação de mais professores. Eles vieram cobrar do governo
soluções, e eu me coloco à disposição para fazer tudo o que estiver ao alcance do governo
e dar uma resposta satisfatória às demandas pois eles estão esperando e tem direito a
uma educação de qualidade”, esclareceu o governador.
O coordenador da OPIRR, Esley Tenente Taurepang, está confiante no avanço para a
educação indígena. “A gente tem uma expectativa positiva pois ao longo dos anos a
educação escolar indígenas foi tratada como terceira prioridade e nós não queremos mais
ser tratados como terceira opção pois a educação indígena precisa ser respeitada e
valoriza, então essa decisão do governador de nos ouvir demonstra que daqui pra frente
as cosias vão ser diferentes”, enfatizou .
PROVIDÊNCIAS
O governador Soldado Sampaio recebeu os primeiros pedidos, que estavam pendentes de
avaliação pela gestão anterior, e determinou providências para o que o pode ser atendido
de imediato. Em seguida a equipe técnica da Seed recebeu as demandas que necessitam
de um planejamento para soluções a médio e longo prazos, incluindo ampliação no quadro
de professoras, mudanças para melhorar o transporte de merenda escolar para as áreas
indígenas e revitalização de escolas.

Os encaminhamentos incluem a análise das demandas pela assessoria jurídica e consulta
aos órgãos de controle sobre o que poderá ser feito pela gestão de Governo.
"São muitos problemas acumulados ao longo dos anos e que não foram resolvidos por
falta de vontade causando essa problemática complexa que tem afetado as nossas
crianças, mas não posso permitir que a qualidade da educação caia e os estudantes sejam ainda mais prejudicados por isso me comprometo de ampliar o diálogo para construir junto
com as lideranças soluções que atendam a todos", enfatizou o governador.
VALORIZAÇÃO
Os líderes reconheceram que em apenas 15 dias de gestão o governador Soldado
Sampaio já adotou medidas importantes para fortalecer a educação indígena e valorizar os
profissionais que atuam nessa área.

As medidas incluem a assinatura na quinta-feira, 14, do decreto que assegura a
estabilidade de 239 professores da rede estadual, contemplando 142 profissionais da
Educação Indígena e 97 da Educação Básica, após a aprovação no estágio probatório.
“A educação é o melhor caminho para a construção de um mundo melhor e pessoas de
bem, por isso ficamos esperançosos de ver o interesse do governo de trabalhar para
melhorar a educação, valorizar os professores e melhorar a educação dos nossos alunos”,
salientou a professora Atener Ambrósio, representante da Associação Texole.
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