
A PCRR (Polícia Civil de Roraima) realizou visita técnica ao Complexo Barreira, localizado
na região de Caracaraí, para acompanhar de perto as atividades de pesquisa mineral em
uma das áreas com maior concentração de terras raras do Brasil.
Com mais de 36 hectares devidamente licenciados pelo órgão ambiental estadual, a área
reúne 16 elementos de terras raras, minerais de alta complexidade de extração e
considerados estratégicos para diversas cadeias produtivas e tecnológicas no cenário
mundial.

A delegada-geral da Polícia Civil, Simone Arruda, participou da agenda acompanhada pela
delegada titular da DRCAP (Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração
Pública), Ana Paula Lima; pelo delegado da DRE (Delegacia de Repressão a
Entorpecentes), Julio Cesar da Rocha; além de uma equipe técnica formada pelos peritos
Érica Veras, bióloga, especialista e mestre em Recursos Naturais e doutora em ciências
ambientais; Teodoro Gauzzi, perito papiloscopista e doutor em Geologia; João Euclides,
engenheiro agrônomo; bem como professores e acadêmicos da UFRR (Universidade
Federal de Roraima).
A visita teve como objetivo ampliar o conhecimento técnico sobre as trincheiras de
pesquisa, os processos minerários, as metodologias de campo e os aspectos legais que
envolvem a exploração mineral, permitindo à Polícia Civil compreender melhor a dinâmica
da atividade e atuar de forma estratégica na prevenção e repressão de possíveis ilícitos
em uma região de grande relevância para o desenvolvimento econômico de Roraima.
Segundo a delegada-geral Simone Arruda, a presença da instituição na área demonstra o
compromisso da Polícia Civil com a fiscalização, a legalidade e a proteção dos recursos
naturais do estado.
“Quando falamos em uma descoberta mineral de grande impacto econômico, como a das
terras raras, também precisamos falar sobre responsabilidade, legalidade e segurança
pública. Uma movimentação econômica dessa magnitude pode gerar disputas fundiárias,
grilagem, ameaças, fraudes documentais a atuação de organizações criminosas
interessadas na exploração ilegal dessas áreas”, destacou.
Simone Arruda ressaltou ainda que acompanhar de perto projetos estratégicos é essencial
para que a Polícia Civil compreenda antecipadamente os desafios que podem surgir,
contribuindo para a segurança da população e para a proteção do patrimônio público e
ambiental.
“Nosso papel é estar atentos desde o início, compreendendo o cenário, prevenindo
conflitos e garantindo que o desenvolvimento aconteça dentro da legalidade, com
segurança para a população e proteção para o patrimônio do estado”, observou.
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