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Sala Lilás é reestruturada para melhor atendimento às vítimas de violência sexual e doméstica

O Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth iniciou 2026 com um novo olhar sobre a assistência à mulher, com base no acolhimento, no respeito e na humanização.

16/01/2026 às 10h18
Por: Aldênio Soares Fonte: HORA 1 RORAIMA
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Sala Lilás é reestruturada para melhor atendimento às vítimas de violência sexual e doméstica

O Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth iniciou 2026 com um novo olhar sobre
a assistência à mulher, com base no acolhimento, no respeito e na humanização.

A unidade reestruturou a Sala Lilás, espaço dedicado ao atendimento humanizado de
mulheres em situação de violência, garantindo escuta qualificada, privacidade e cuidado
integral.

“A Sala Lilás é prevista pelo Ministério da Saúde, mas fizemos um ambiente mais humanizado
para o cuidado dessa mulher vítima de violência [sexual e doméstica]. Antes, essa paciente
chegava na maternidade e contava sua história na recepção, para a enfermeira, para médica,
para o serviço social e para a psicologia. Agora, relata sua história apenas uma vez”, afirma o
diretor da Maternidade, Manuel Roque.

Ao informar a situação de violência ainda na recepção, a paciente é direcionada para a Sala
Lilás, onde será feito o acolhimento pela enfermeira, assistente social e pela psicóloga, quando
houver necessidade. A avaliação médica é feita lá dentro, bem como a coleta de exames, de
forma sigilosa.

“Dessa maneira, faz com que ela fique isolada e resguardada em uma sala muito acolhedora e
silenciosa. Ela não tem contato com outros servidores da unidade, as outras pessoas não
sabem que essa sala fica ali. Então, traz um sigilo e um respeito para a paciente”, ressaltou.

O diretor explica ainda que, a mulher vítima de violência sexual e doméstica pode e deve
procurar a maternidade. Em 2025, a unidade recebeu cerca de 211 vítimas de violência.

“No caso da violência sexual, essa paciente pode procurar diretamente a maternidade, ou ela
pode fazer um Boletim de Ocorrência que então será encaminhada para cá, para essa
avaliação ginecológica. Se ela não for fazer esse B.O., nós conseguimos registrar o boletim de
ocorrência aqui na unidade com a colaboração da Polícia Militar. É muito importante a
maternidade dar essa visibilidade e esse olhar diferenciado para os pacientes”, disse Roque.

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