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Meninas estudantes aproximam escolas estaduais do universo da pesquisa científica

A ciência que, por muito tempo pareceu distante da realidade de muitas estudantes da rede pública, começa a ganhar novos rostos, vozes e histórias dentro das escolas de Roraima.

15/01/2026 às 12h42
Por: Aldênio Soares Fonte: HORA 1 RORAIMA
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Meninas estudantes aproximam escolas estaduais do universo da pesquisa científica

A ciência que, por muito tempo pareceu distante da realidade de muitas estudantes da rede
pública, começa a ganhar novos rostos, vozes e histórias dentro das escolas de Roraima.

Por meio de iniciativas que unem educação básica, universidade e pesquisa científica,
meninas passam a ocupar espaços de protagonismo e a enxergar novos caminhos possíveis
para o futuro.

A Seed (Secretaria de Educação e Desporto) tem incentivado assiduamente a participação de
estudantes em iniciativas de iniciação científica. Os frutos já são colhidos, mantendo o
protagonismo estudantil e feminino em destaque no âmbito acadêmico.

Na Escola Estadual em Tempo Integral Professora Maria das Dores Brasil, em Boa Vista, esse
movimento se fortalece com a aprovação da terceira edição do projeto de iniciação científica
“Meninas Cientistas do Lavrado”, desenvolvido em parceria com a Uerr (Universidade Estadual
de Roraima) e aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq).

O projeto tem como foco o protagonismo feminino na ciência, promovendo vivências práticas
de pesquisa por meio de oficinas científicas, atividades em laboratório, montagem de torres
aeropônicas, coleta e análise de dados e culminância com apresentação pública dos
resultados.

Nesta edição, três alunas da escola foram selecionadas para representar a unidade de ensino:
Marta Ribeiro Valentim, Juliana da Silva Menezes e Tais Ribeiro Santana. Para elas, participar
do projeto significa ir além da sala de aula e vivenciar, na prática, o fazer científico.

“Essa experiência está sendo incrivelmente enriquecedora, pois permite vivenciar a ciência na
prática e entender que a pesquisa vai muito além da teoria. Sou imensamente grata por essa
oportunidade, que tem um impacto significativo na minha formação e futuro acadêmico”, relata
Marta, ao falar sobre a experiência de aproximação com o ambiente universitário.

Formação científica com acolhimento e prática

O projeto é coordenado pelo professor Luís José de Oliveira Geraldes Primeiro, pesquisador
responsável pela iniciativa intitulada “Meninas Cientistas do Lavrado: aeroponia como prática
de agricultura familiar urbana sustentável no contexto escolar”.

A proposta do projeto articula ciência, sustentabilidade e educação, conectando o
conhecimento acadêmico ao cotidiano das estudantes.

As atividades contam com uma equipe de pesquisadores-monitores, que acompanham
diretamente as alunas nas ações formativas, oficinas e práticas laboratoriais.

O projeto também é fortalecido pela atuação de pesquisadores-colaboradores da própria
escola Maria das Dores Brasil, além de pesquisadores-colaboradores da Uerr.

Segundo o coordenador, a proposta vai além da iniciação científica.
“É muito significativo poder construir esse trabalho unindo a educação básica e a universidade,
com apoio de professores pesquisadores, colegas da escola e da Uerr, que hoje oferecem
estrutura e conhecimento e acompanhamento científico para essas estudantes”, destaca.

Futuras Cientistas: programa nacional amplia horizontes em Roraima

Outro destaque é a participação do Colégio Estadual Militarizado Fernando Grangeiro de
Menezes, no Programa Futuras Cientistas, uma iniciativa nacional criada em 2012 pelo CNPq,
em parceria com o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), com o objetivo de estimular meninas e jovens mulheres a seguirem carreiras nas áreas de Ciência,
Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM).

O resultado preliminar da seleção foi divulgado recentemente, contemplando estudantes da
segunda série do ensino médio: Izabela Xavier e Nicolly Alana Vasconcelos.

“Estou envolvida em um projeto incrível focado na estabilidade térmica do litscrew por meio de
testes de aero com imagens digitais. É uma experiência enriquecedora que permite
desenvolver habilidades em pesquisa, análise de dados e processamento de imagens. Além
disso, mostra como a tecnologia pode ser aplicada para melhorar a qualidade e segurança dos
alimentos”, disse Izabela, estudante do Colégio Fernando Grangeiro de Menezes.

Em Roraima, o programa é coordenado pelo professor Wilson Botelho, da UFRR (Universidade
Federal de Roraima). As estudantes desenvolveram o projeto “Estabilidade térmica de leite cru
por meio do teste de alizarol”.

“A Nicole e a Isabella têm demonstrado um interesse notável e comprometimento exemplar ao
longo das duas semanas de projeto. Nossa expectativa é que, ao final desse trabalho, elas
tenham desenvolvido habilidades valiosas em ciência e tecnologia e, quem sabe, sejam
inspiradas a seguir carreira nessa área”, disse o coordenador.

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