
O evento integra a programação estadual coordenada pela PNEERQ (Política Nacional de
Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola). A
atividade reuniu professores, gestores, pesquisadores e estudantes e marcou o início da
agenda dedicada ao fortalecimento da educação antirracista em Roraima.
A secretária adjunta de Gestão da Educação Básica da Seed, Raimunda Rodrigues,
destacou o compromisso institucional com a equidade.

“A Seed tem avançado na implementação de ações que fortalecem uma escola mais justa,
inclusiva e comprometida com a equidade. Foi necessária uma política nacional. São
necessárias várias ações para que a justiça de processos educacionais, com equidade,
com justiça social aconteça”, afirmou.
Apresentações e exposições
A programação contou com apresentações culturais do Colégio Estadual Militarizado Maria
Nilce Macedo Brandão, com o grupo Amypaguana, e com desfile de biojoias da Escola
Estadual Diva Alves de Lima, valorizando a representatividade e a importância dos povos
originários para a preservação da Amazônia.
Durante toda a manhã, os participantes visitaram exposições de projetos pedagógicos no
hall da Seed, envolvendo 17 escolas com temas como ancestralidade, protagonismo
negro, identidades indígenas, currículo antirracista e práticas educativas interculturais.
A mesa de debates reuniu referências acadêmicas e culturais do Estado. O professor e
pesquisador Tácio Raposo mediou o encontro, que também contou com as contribuições
de Ana Célia Oliveira Paz, Antônia Pedrosa, Naiva Pereira Lima e Geisel Bento Julião. Os
especialistas dialogaram sobre políticas públicas, histórias invisibilizadas, desafios no
enfrentamento ao racismo nas escolas e a construção de currículos que reflitam a
diversidade local.
A gestora pedagógica do Colégio Estadual Militarizado Fernando Grangeiro, Lívia Gomes,
levou alunos para uma apresentação cultural e reforçou o papel transformador da
educação.
“Estamos aqui hoje para transformar a nossa escola, em resistência, e atender os nossos
alunos com um olhar amoroso e por uma escola livre de racismo”, disse.
O evento também apresentou avanços em indicadores educacionais relacionados às
ações antirracistas, além de relatórios das unidades escolares, práticas de campo, oficinas
culturais e a prévia do Protocolo Antirracista da Educação de Roraima, documento em
construção para orientar as escolas da rede estadual.
A presidente do comitê estadual da PNEERQ, Marlete Lima, ressaltou a singularidade
étnica de Roraima e a necessidade de refletir essa diversidade no ambiente escolar.
“Somos um Estado diverso, com forte presença indígena e migrante. Essa pluralidade
precisa estar refletida no currículo, na formação de professores e em cada projeto
pedagógico. Teremos outras atividades que serão desenvolvidas no espaço da escola,onde as próprias unidades estarão apresentando as atividades e projetos que foram
desenvolvidas no ano de 2025”, destacou.
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