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ALERR reconhece categoria como elo essencial entre a informação e a sociedade

Lei criada pela Assembleia Legislativa institui o 13 de setembro como o Dia do Jornalista Roraimense

13/09/2025 às 09h48
Por: Aldênio Soares Fonte: Hora 1 Roraima
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ALERR reconhece categoria como elo essencial entre a informação e a sociedade

Neste sábado (13), comemora-se o Dia do Jornalista Roraimense. A data foi criada pela Lei nº
732/2009 aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (ALERR) em
homenagem à fundação do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Roraima
(Sinjoper) nesta mesma data, em 1991.

O presidente do Poder Legislativo, deputado Soldado Sampaio (Republicanos), destacou o
trabalho da Superintendência de Comunicação da Assembleia Legislativa (SupCom) e a
importância dos profissionais de jornalismo na cobertura das ações do parlamento.

“A SupCom tem desempenhado um papel fundamental, atuando como um elo entre o Poder
Legislativo e a sociedade. Além de informar os cidadãos sobre tudo o que acontece dentro do
parlamento, com responsabilidade e transparência, tem se tornado um importante veículo de
comunicação de Roraima, por meio da TV e Rádio Assembleia, servindo de modelo para
outras emissoras públicas do país. Quero parabenizar todos os profissionais que atuam na
nossa comunicação e que ajudam esse importante setor a se fortalecer a cada ano”, declarou.

A superintendente de Comunicação da ALERR, Sonia Lucia Nunes, ressaltou que o
Legislativo forma a tríade junto ao Executivo e o Judiciário, sendo fundamental a presença do
profissional de jornalismo para garantir a informação precisa e a cobertura com a
transparência das ações dentro desses poderes.

“E, principalmente, ser um parceiro da sociedade, porque é um profissional que passou pela
academia, entende de ética, sabe as preocupações da população, está no dia a dia apurando a
notícia para levar informações que realmente possam mudar a vida das pessoas, além de
promover debates e reflexões”, complementou.

Sonia Lucia também reforçou a responsabilidade de possuir no setor apenas profissionais
formados ou que estão se graduando na área de comunicação. “Nós temos muito cuidado com
isso. Todos os servidores que estão na SupCom ou são jornalistas formados ou estão na
faculdade. Alguns, inclusive, são mestres. Então, temos essa preocupação com os roraimenses para levarmos a eles notícias com qualidade”, afirmou.

A experiência e o sonho de ser jornalista
A jornalista Yasmin Guedes Esbell trabalha na Casa Legislativa há mais de dez anos. Desde
que se formou pela Universidade Federal de Roraima (UFRR), em 2013, atuou,
paralelamente, em jornais comerciais, rádios institucionais e assessorias de empresas privadas.

Atualmente, como coordenadora de imprensa da ALERR, ela afirma que o trabalho
possibilitou seu aprimoramento profissional ao longo dos anos, graças à oportunidade de
colocar em prática o que aprendeu na academia.

“Na ALERR temos assessoria, rádio, tv, texto para web, para jornal impresso e revistas
institucionais. Então, aqui eu cresci profissionalmente. Consigo andar por todas as vertentes
do jornalismo graças ao que eu aprendi no dia a dia. Para mim, também foi uma novidade
porque nunca pensei em trabalhar com jornalismo político. Com a proximidade com os
parlamentares, com o povo, saber mediar e ainda levar à população o que acontece no
parlamento de uma forma mais compreensível, é uma oportunidade e tanto para o meu
amadurecimento na área”, avaliou.

Yasmin disse ainda que a missão do jornalista na Assembleia Legislativa é fazer com que as
pessoas entendam como a Casa funciona de maneira mais clara e simplificada. “Nós
procuramos, ao máximo, humanizar nossos materiais, principalmente os especiais, que são
mais elaborados. Quando tratamos de pautas de sessões plenárias, tentamos mostrar o quão
aquilo é importante para a população. Portanto, nossos profissionais tentam ter esse cuidado
em torná-las compreensíveis. Todos os projetos de lei, por exemplo, têm uma linguagem mais
jurídica. Por isso, transformamos essa linguagem para algo mais comum, para que todos
consigam entender e, assim, estarem por dentro do que acontece aqui”, explicou.

Ao contrário de Yasmin, a jornalista Daniele Moura se formou há pouco tempo, em 2023, pela
UFRR. Ela recorda que o jornalismo sempre teve um lugar especial em sua vida, desde a
infância.

“Quando eu era criança, toda vez que chamava minhas amiguinhas para brincar era sempre de
jornal. Eu era sempre a apresentadora ou a repórter. Até hoje tenho vídeos dessa época. 

Então,
esse desejo sempre esteve aqui no meu coração”, contou.
Apesar de a profissão não ser a vontade da família, conforme relatou, ela decidiu seguir o
sonho e disse estar feliz com o seu desempenho e trajetória até o momento na Assembleia
Legislativa.

“Chegar até aqui é a realização de um sonho, porque há muito tempo eu quero viver isso.
Sempre externei essa vontade para as pessoas que estavam ao meu redor. Graças a Deus, hoje
estou aqui e posso aprender diariamente. Na TV Assembleia aprendemos muito. Vejo que é
uma responsabilidade muito grande, porque o que sai daqui se trata de coisas que regem o
nosso estado. Então, tem que ser feito com muita seriedade, pois as pessoas precisam ser bem- informadas e da melhor forma possível”, destacou. 

Sinjoper completa 34 anos Neste 13 de setembro, o Sinjoper completa 34 anos de atividade no estado. O sindicato tem
como objetivos defender a categoria, a democracia da informação, garantir a liberdade de
expressão, o direito à comunicação e a proteção de jornalistas e comunicadores do Estado de
Roraima.

Na visão do presidente, Paulo Tadeu Franco, falar de comunicação no estado é também
enaltecer todos aqueles que passaram e colaboraram com a comunicação roraimense. Ele
lembrou o assassinato do jornalista João de Alencar, que teve seu busto retirado de uma praça
no centro da cidade - fato que marcou a categoria.

Sobre a defesa dos direitos da classe, o presidente manifestou o desejo de que haja
valorização profissional por parte do poder público e da sociedade.

“Enquanto instituição, não podemos deixar de falar de valorização, boas condições
trabalhistas, piso salarial da categoria, a volta do diploma do curso. Ser jornalista hoje é lutar
pela pauta dos direitos humanos, sociais, ter o reconhecimento da sociedade, combater as
notícias falsas e, acima de tudo, defender nossa soberania nacional. Ser jornalista é fazer um
momento de reflexão, no sentido do nosso papel cidadão. Que as autoridades e a sociedade
possam reconhecer essa nobre profissão”, defendeu.

Utilidade Pública
O Sinjoper foi declarado como de utilidade pública pela Assembleia Legislativa em 2023, por
meio do Decreto Legislativo nº 114/2023, aprovado em sessão plenária na Casa.

“Somos gratos pelo reconhecimento por parte da Assembleia Legislativa. No caso, elogiamos
a articulação do presidente Soldado Sampaio em elevar o Sindicato dos Jornalistas
Profissionais de Roraima à entidade de utilidade pública roraimense. Nós esperamos todo esse
período para sermos agraciados”, reconheceu Paulo Tadeu

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