

Por Ráyra Fernandes
A Prefeitura de Boa Vista deu início, nesta quarta-feira, 6, à Campanha Nacional de
Enfrentamento à Violência contra a Mulher, o Agosto Lilás. A abertura foi marcada
pelo acendimento das luzes do Mirante Edileusa Lóz, no Parque do Rio Branco,
iluminado na cor lilás, símbolo da luta pelos direitos e pela segurança das mulheres.
A mobilização foi promovida pelas secretarias municipais de Assistência e
Desenvolvimento Social e Segurança e Ordem Pública, com o objetivo de
conscientizar a população e fortalecer a rede de apoio às vítimas. Este ano, a
campanha destaca que a violência pode ser evitada e que a Lei Maria da Penha salva
vidas.

“Agosto é um mês simbólico, mas a luta acontece o ano inteiro. É quando pintamos a
cidade de lilás, chamando atenção para a importância de combater esse crime de
forma coletiva, com o poder público, sociedade civil, homens, mulheres, crianças e
famílias. A rede de proteção está ativa e pronta para acolher e proteger”, afirmou a
secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Nathália Cortez.
A Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, classifica cinco tipos de violência contra a
mulher: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Cada tipo possui
características específicas e pode causar danos distintos à vítima. Segundo o
prefeito Arthur Henrique, o objetivo é informar não apenas quem comete a violência,
mas também quem sofre com ela, já que muitas vezes a vítima não reconhece que
está sendo agredida.
“Fortalecemos neste mês as campanhas educativas e de prevenção, sempre em
parceria com diversos órgãos. Atuamos em conjunto com o Poder Executivo,
Legislativo, Judiciário e o Tribunal de Justiça, que lidera as ações jurídicas. Esse
trabalho integrado é essencial para ampliar a proteção às mulheres e garantir que a
informação chegue a quem mais precisa”, destacou o prefeito. Dados alarmantes exigem ações urgentes
Proporcionalmente, Roraima é estado com os maiores índices de estupro à
população no Brasil. No Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024, com base
em dados de 2023, Roraima registrou a taxa mais elevada de estupros (incluindo
estupro de vulnerável): 112,5 casos por 100 mil habitantes. Isso evidencia a urgência
de ações concretas de enfrentamento à violência de gênero.
Nesse contexto, vale destacar a atuação da Patrulha Maria da Penha (PMP), que há
dez anos acompanha mulheres em situação de vulnerabilidade. Até hoje, mais de 12
mil vítimas na área urbana, zona rural e comunidades indígenas já foram assistidas
pela equipe da PMP, que fiscaliza o cumprimento de medidas protetivas.
“Para que a Patrulha Maria da Penha possa atuar na proteção, é fundamental que a
mulher denuncie. Se você está sofrendo violência, ou conhece alguém nessa
situação, não se cale. Denuncie! Ligue para a Central da Guarda Civil Municipal pelo
número (95) 98414-4413 ou para o Disque 180, Central de Atendimento à Mulher.
Também é possível buscar apoio na Casa da Mulher Brasileira”, destacou a
coordenadora da Patrulha, Jessyka Pereira.
Sala Lilás: Há um ano acolhendo vítimas de violência
Quando a equipe da patrulha identifica casos mais delicados, o encaminhamento é
feito para a Sala Lilás, um espaço de acolhimento especializado na sede da PMP, no
bairro Caranã. As vítimas recebem apoio humanizado. Tudo isso com o cuidado de
profissionais capacitados da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento
Social, que respeitam não só a dor, mas a dignidade de cada mulher.
Programação
A programação geral da campanha conta com palestras, a 3ª edição da Corrida
Patrulha Maria da Penha, blitz educativa, dentre outras atividades em todo
município.
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