
O Centro de Apoio aos Municípios (CAM), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR),
promoveu nesta segunda-feira (25) a segunda Oficina de Capacitação para Organizações da
sociedade civil, reunindo representantes de associações comunitárias, rurais, religiosas e
demais entidades do interior do Estado.
A programação ocorreu ao longo de todo o dia, na sede do CAM, em Boa Vista, com palestras
voltadas à regularização, organização financeira, gestão e acesso a créditos e editais.
As atividades iniciaram pela manhã com debates sobre regularização de entidades, organização
financeira das associações e elaboração de planos de gestão. Já no período da tarde, a
programação continuou com orientações sobre créditos disponíveis às associações, além de
palestras sobre elaboração de projetos e captação de recursos.

A diretora executiva do CAM, Lucymeire Barreto, explicou que a oficina dá continuidade ao
trabalho de acompanhamento realizado pela equipe junto às associações dos municípios.
“Esse trabalho de regularização já foi iniciado pelo CAM. Todas as associações que estão
participando já foram cadastradas e agora estamos dando mais um passo com essa estratégia da
oficina, para que eles tirem dúvidas e levem mais informações para as comunidades. Quando
uma associação está regularizada, ela consegue participar de editais e acessar benefícios”,
destacou.
Segundo ela, representantes de vários municípios participaram da capacitação em busca de
orientações sobre documentação, organização interna e possibilidades de acesso a crédito para
fortalecimento das entidades.
Entre os palestrantes da oficina, o contador Francisco Oliveira ressaltou a importância da
organização financeira e contábil das associações para garantir transparência e crescimento
institucional.
“As associações precisam prestar informações ao fisco e também aos associados. Por isso é
necessário ter uma contabilidade formal, organizada e com dados corretos para que possam
crescer e desenvolver suas atividades de forma segura”, explicou.
A coordenadora das organizações, Simone Nascimento, afirmou que a proposta desta segunda
etapa foi aproximar ainda mais as entidades das orientações técnicas oferecidas pelo CAM.
“Nós fomos até as comunidades no primeiro momento e agora trouxemos essas organizações
para o CAM, para que possam entender todo o processo, desde a constituição da associação até
a prestação de contas e captação de recursos”, pontuou.
Entre os participantes estava Francielli Andrade, secretária da Igreja Missionária Indígena
Filadélfia (IMIF), do município de Uiramutã, que destacou o suporte recebido pelo CAM
durante o processo de criação da associação religiosa.
“O CAM caiu nas nossas vidas como um socorro. Formar uma associação não é fácil, e essa
oficina está sendo muito importante porque facilita para quem está começando. Nossa
associação ainda está em fase de registro e o CAM está acompanhando todo o processo”,
relatou.
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