
A Aderr (Agência de Defesa Agropecuária de Roraima) inicia na próxima segunda-feira, 11,
a etapa de sorologia de suínos em propriedades rurais do Estado. A ação integra o Plano
Estratégico Brasil Livre da Peste Suína Clássica, coordenado pelo Mapa (Ministério da
Agricultura e Pecuária), e busca identificar se há presença do vírus da doença no rebanho
suíno roraimense.
Roraima não registra ocorrência da enfermidade. Apesar disso, o procedimento é
considerado essencial para garantir a segurança sanitária da suinocultura local e proteger
a cadeia produtiva no Estado, de acordo com o presidente da Aderr, Marcelo Parisi.

“Se não houver informações atualizadas e ações contínuas de vigilância sanitária, não é
possível garantir oficialmente a ausência da doença no território”, destacou.
“Pedimos que os produtores rurais que abram às portas das suas propriedades para que a
gente possa fazer esse importante trabalho de sorologia, visando um bem maior para
todos criadores de suínos, para Roraima e para o Brasil”, ressaltou Murilo Dias, chefe do
Programa de Saúde do Suíno da Aderr.
Durante a ação, serão coletadas amostras de sangue dos animais, que passarão
inicialmente pelo Lasan (Laboratório de Sanidade Animal) da Aderr. Em seguida, o material
será encaminhado ao LFDA (Laboratório Federal de Defesa Agropecuária), responsável
pela análise sorológica.
Peste suína clássica
A peste suína clássica, também conhecida como febre suína, é uma doença altamente
contagiosa entre os suínos, com elevado potencial de disseminação em animais
domésticos e asselvajados. Apesar da gravidade para a produção animal, a enfermidade
não oferece risco à saúde humana nem afeta outras espécies.
A doença pode provocar impactos econômicos e comerciais significativos, com perdas
diretas aos produtores e restrições comerciais que podem comprometer a participação do
Brasil no mercado internacional da carne suína. Atualmente, o país ocupa posição de
destaque entre os maiores produtores mundiais do setor.
De acordo com estimativas da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), os
prejuízos econômicos em caso de disseminação da doença podem variar entre R$ 1,3
bilhão e R$ 4,5 bilhões, a depender do cenário epidemiológico.
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