
O rebanho bovino de Roraima atingiu 1.291.065 cabeças em 2025, segundo dados da
Aderr (Agência de Defesa Agropecuária de Roraima). O número consolida o avanço da
pecuária e o trabalho do Governo do Estado nos últimos anos em reforçar o crescimento
local do setor.
Entre os municípios com maior concentração de animais estão Mucajaí, com 162.270
cabeças; Amajari, com 145.834; Alto Alegre, com 122.896; Iracema, com 122.846;
Rorainópolis; Caroebe, com 105.340; Caracaraí, com 104.884; Cantá, com 104.635; e
Bonfim, com 102.953.
Já os municípios de Boa Vista, São Luiz do Anauá, São João da Baliza, Pacaraima,
Normandia e Uiramutã somaram, juntos, 187.340 cabeças no mesmo período.
O presidente da Aderr, Marcelo Parisi, atribui o crescimento do rebanho a fatores
estruturais, como os investimentos do Governo de Roraima e o avanço da regularização
fundiária.
“São fatores que garantem segurança ao produtor para investir, ampliar o rebanho e
melhorar as condições produtivas da propriedade. Além disso, houve um avanço
significativo na qualidade genética do nosso rebanho”, destacou.
Segundo Parisi, os produtores vêm investindo em inseminação artificial e na aquisição
de touros de alta genética, o que contribui tanto para o aumento do número de animais
quanto para a melhoria da produtividade.
“Com mais segurança jurídica e apoio institucional, o produtor consegue investir em
pastagens de melhor qualidade e estruturar a propriedade para suportar um rebanho
maior”, acrescentou.
Controle sanitário e reconhecimento internacional
O crescimento da pecuária também se reflete na movimentação de animais. Em 2025, o
Estado emitiu 190.720 GTAs (Guias de Trânsito Animal), documento obrigatório para o
transporte de bovinos e fundamental para o controle sanitário da produção.
O reconhecimento sanitário tem sido outro marco importante para o setor. Em março de
2024, o Ministério da Agricultura reconheceu Roraima como livre de febre aftosa sem
vacinação em âmbito nacional. Em maio de 2025, o mesmo status foi concedido pela
OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal), ampliando as possibilidades de
mercado.
De acordo com o presidente da Aderr, a GTA é essencial para garantir rastreabilidade e
segurança.
“O documento permite identificar a origem e o destino dos animais. Em caso de doença
ou qualquer outra ocorrência, conseguimos rastrear por onde esses animais passaram e
agir rapidamente para delimitar áreas e proteger o rebanho”, explicou.
Com avanços estruturais, segurança sanitária e melhoria genética, a pecuária
roraimense consolida-se como um dos pilares do crescimento econômico do Estado.
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