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Assembleia Legislativa alerta sobre Síndrome de Burnout e orienta sobre como procurar ajuda

Lei nº 1969/2024 busca realizar ações permanentes de combate, conscientização e prevenção à síndrome de esgotamento profissional

11/10/2025 às 11h55
Por: Aldênio Soares Fonte: Hora 1 Roraima
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Assembleia Legislativa alerta sobre Síndrome de Burnout e orienta sobre como procurar ajuda

Dor de cabeça, insônia e alterações de humor são alguns dos sintomas da Síndrome de
Burnout, doença que atinge principalmente pessoas que trabalham. Em Roraima, a
Assembleia Legislativa (ALERR) atua na prevenção do problema por meio da Lei nº
1969/2024, que instituiu a Campanha Permanente de Combate, Conscientização e Prevenção
à Síndrome de Esgotamento Profissional, a ser realizada anualmente no dia 10 de outubro.

A lei, de autoria do deputado Dr. Claudio Cirurgião (União), busca realizar ações de
prevenção e diagnóstico precoce da Síndrome de Burnout, assim como a promoção da saúde
do trabalhador e orientação sobre o acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Conforme pontuou o deputado, profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social,
recursos humanos, bombeiros, policiais, bem como as mulheres de um modo geral, que lidam
com uma dupla jornada de trabalho, têm maior probabilidade desenvolver o transtorno.

“A proposta busca o combate, a conscientização e a prevenção da Síndrome de Burnout, cuja
doença, para além de causar grande sofrimento e males ao trabalhador, também ocasiona,
inegavelmente, impactos ao sistema público de saúde”, justificou o parlamentar na época.

Além de promover a campanha, a Assembleia Legislativa ampara os próprios servidores por
meio da Superintendência de Saúde e Medicina Ocupacional, que oferece atendimentos nas
áreas de psicologia, nutrição, enfermagem e clínica geral.

A superintendente de Saúde e Medicina Ocupacional, Camila Costa, ressaltou que a data é
significativa para reacender a discussão do tema, mas o cuidado com os profissionais da
Assembleia Legislativa ocorre ao longo de todo o ano.

“Quando o trabalhador está em um momento que se sente mais cansado ou cobrado, e que
precisa e uma pausa ou conversar com alguém, sempre estaremos disponíveis para este
acolhimento. Então, todos os dias é possível nos procurar em um momento de sobrecarga”,
acrescentou.

Mas, afinal, o que é a Síndrome de Burnout?
O Ministério da Saúde (MS) explica que a Síndrome de Burnout é um distúrbio emocional
que causa exaustão e estresse extremos, além de esgotamento físico, resultantes de uma rotina de trabalho desgastante ou que demanda muita responsabilidade. Ou seja, a origem da doença
é o excesso de trabalho.

Ainda conforme o MS, a síndrome pode acontecer quando o profissional acredita, por alguma
razão, não ser capaz de executar demandas consideradas difíceis. A autocobrança pode
ocasionar, entre diversos sintomas, uma depressão profunda. Por isso, a recomendação é
buscar por ajuda profissional no surgimento dos primeiros sintomas.

Para o psicólogo Verbison Pereira, os pacientes precisam trabalhar a autovalorização. Com
essa atitude é possível diminuir a autocobrança e, consequentemente, amenizar os sintomas
que causam a depressão.

“A gente precisa trabalhar, precisa ter dinheiro, mas também precisa de saúde física, mental e
emocional. Eu acredito que a cobrança, por si só, faz as pessoas se acelerarem mais. Muitas
vezes, a gente não consegue parar para dormir, descansar, se socializar ou meditar e, em
algum momento, essa cobrança acaba vindo. Mas, em meio a tudo isso, a gente precisa se
valorizar como ser humano”, observou.

Superação
Em meio à rotina pesada de ocorrências, a socorrista Betânia Magalhães acumulou desgastes
após atender homicídios, agressões ou acidentes, e passou 120 dias afastada do trabalho. O
diagnóstico foi Síndrome de Burnout.

Betânia iniciou a terapia e, além de não trabalhar mais, precisou apagar contatos ou grupo de
mensagens relacionados ao trabalho, pois isso fazia parte da recuperação. Porém, não foi um
processo fácil.

“Por várias vezes, em momentos que eu estava dirigindo na rua, eu precisava parar o carro
para me estabilizar sempre que via uma ambulância ou ouvia a sirene, porque me dava gatilho
e me tirava do controle”, relembrou.

Atualmente, a servidora se sente curada e atribuiu à terapia uma grande aliada para a
recuperação. Entre as primeiras coisas que voltou a fazer está a atividade física, o que também
a ajudou no processo.

“Terapia é maravilhoso porque renova. O processo terapêutico é tão prazeroso que faz você
recuperar o prazer da vida. Hoje, eu posso dizer que estou curada e não tomo medicamento
nenhum”, celebrou.

Especial TV Assembleia

A história da socorrista Betânia Magalhães e as ações do Poder Legislativo podem ser
acompanhadas na TV Assembleia, canal 57.3. A reportagem especial será exibida no jornal Assembleia Informa, no dia 10 de outubro, às 18h.

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