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Governo de Roraima intensifica plano de contingência e capacita produtores para enfrentar estiagem

Segundo o gerente de Operações da Defesa Civil, tenente-coronel Leonardo Menezes, as medidas buscam garantir eficiência no uso da água e mais segurança para comunidades urbanas, rurais e indígenas.

03/10/2025 às 12h39
Por: Aldênio Soares Fonte: Hora 1 Roraima
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Governo de Roraima intensifica plano de contingência e capacita produtores para enfrentar estiagem

O Governo de Roraima, por meio do Corpo de Bombeiros Militar (CBMRR) e da Defesa
Civil Estadual, iniciou em setembro uma série de ações estratégicas para minimizar os
impactos da estiagem no Estado.

O Plano de Contingência da Estiagem reúne órgãos públicos, sociedade civil e produtores
rurais em iniciativas de prevenção, preparação e resposta para reduzir prejuízos
econômicos, ambientais e sociais causados pela seca.

Segundo o gerente de Operações da Defesa Civil, tenente-coronel Leonardo Menezes, as
medidas buscam garantir eficiência no uso da água e mais segurança para comunidades
urbanas, rurais e indígenas.

“É um trabalho que integra diferentes setores, promovendo eficiência no uso dos recursos
hídricos e assegurando abastecimento mesmo em períodos de seca prolongada”, explicou.

Capacitação no interior

Uma das principais frentes do plano é a capacitação de produtores rurais e comunidades,
com orientações sobre queima controlada, construção de aceiros verdes e negros,
condutas de segurança e noções básicas sobre incêndios florestais. O primeiro ciclo,
realizado em setembro, reuniu cerca de 240 moradores de Rorainópolis, Pacaraima,
Caracaraí, Bonfim, São João da Baliza e Mucajaí.

“Essa ação será realizada ao longo de dez semanas consecutivas, com previsão de
atender 11 municípios, principalmente em áreas de assentamento e comunidades onde a
agricultura familiar é a principal fonte de subsistência”, destacou Menezes.

Queimadas e ciclo natural

Como explica a Defesa Civil, as queimadas em Roraima estão relacionadas às
características do bioma lavrado – vegetação plana e de baixa altura, que aliada aos
ventos, facilita a propagação do fogo. O fenômeno é cíclico e costuma se intensificar entre
novembro e fevereiro, período considerado o mais crítico.

“Não podemos esperar os desastres acontecerem. Por isso o planejamento é antecipado,
envolvendo diversos agentes e órgãos já mobilizados”, reforçou o tenente-coronel.

Ações conjuntas

Além do Corpo de Bombeiros, participam do Sistema Estadual de Proteção, Prevenção e
Combate a Acidente Florestal a Cipa da Polícia Militar, as secretarias de Saúde (Sesau),
de Agricultura (Seadi), dos Povos Indígenas (Sepi), a Femarh, entre outras instituições.

O objetivo é fortalecer a capacidade de resposta, reduzir perdas econômicas, proteger o
meio ambiente e garantir mais segurança para a população durante o período seco.

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